Alexânia-GO, 07 de agosto de 2010.
Professora Patricia,
Eu cidadã brasileira moradora da cidade de Taguatinga no Distrito Federal, sou moradora ocupante de uma casa de fundos em Taguatinga Norte Quadra Norte “A” nº 27, trabalhadora em uma outra cidade dentro do Distrito Federal por nome de Samambaia, sou cidadã que pago meu impostos, que ando pelas ruas sem prestar muita atenção aos detalhes sei o nome de ruas, mas nem sempre lembro o que existe ali, andamos de um lado a outro na busca de suprir necessidades, como comprar, pagar contas, ir a cinema, shopping, estou sempre em minha cidade, mas na realidade poucas coisas da cidade estão em mim.
Conheço pouco de sua história, necessidades, expectativas, na verdade sou algo que transita na cidade, mas na verdade não permito que a cidade transite por mim.
Esta oportunidade foi uma das poucas vezes que me oportunizei em pensar na cidade em que moro. Não me ligo muito as pessoas. Vizinhos, trasuantes, pessoas alegres, tristes, sonhadoras ou não muita das vezes nem as vejo.
Estranho esse momento, me pergunto o que faço na cidade que moro? O que minha cidade faz por mim?Na verdade não sei responder. Mas já é um início essa carta talvez me leve a um olhar diferenciado de hoje em diante.
Janete Teixeira Cortez de Morais